quinta-feira, 20 de maio de 2010

T.A.D.V. Intro

Estava pensando uma linda introdução pra escrever aqui, mas acho que nem vale a pena.
Abaixo estão alguns trechos do um livro maravilhoso que li e reli, uma deliciosa reflexão/aprendizado...

Ame e dê Vexame - Roberto Freire

"O homem fruto de sociedade autoritária pode estar biologicamente vivo, mas seu amor está morto, assassinado, e é preciso — e possível — ressuscitá-lo."

"A ideologia do sacrifício — vem da direita e da esquerda, do céu e do superego — tem convencido o homem de que amar significa fundamentalmente perder a liberdade. "

"A ideologia do prazer decorre da compreensão de que o ser humano é essencialmente lúdico, ou seja, que viver é basicamente brincar e jogar. Se a “moral” do sacrifício aproxima amor e dor, o prazer anarquista grita, canta e rima amar com criar e libertar. Defende a necessidade de amar lúdica, criativa e prazerosamente. "

"Os anarquistas são os socialistas não autoritários, ou seja, são pessoas que sabem e gostam de dar vexames em todos os campos, especialmente no amor. A Soma ajuda-os a conservar e a desenvolver essa poderosa arma revolucionária.
Não existe o Anarquismo, mas, sim, anarquismos. Só a vida é singular. Todas as formas de anarquismo possíveis possuem uma origem ou raiz comum: são libertárias e antiautoritárias. A liberdade social e a pessoal, conquistadas e praticadas simultânea e dinamicamente, são o nosso único objetivo político essencial. "

"é o anarquista que cria e desenvolve o anarquismo, nunca o contrário.
O anarquismo somático é mais próximo da natureza genética, corporal e existencial do homem, impondo-lhe a realização da vida na busca permanente de liberdade e na realização plena de seus potenciais de prazer.
A palavra soma, para esse tipo de anarquistas, significa o ser corporal ou a totalidade do ser humano. [...]
Soma ou Somaterapia é uma prática terapêutica corporal e em grupo, baseada na obra de Wilhelm Reich, visando a prevenção e a recuperação de pessoas submetidas a repressão autoritária. Funciona através da dinâmica de grupo autogestiva, utilizando-se de técnicas bioenergéticas e gestálticas, em exercícios lúdicos e de conscientização política, que proporcionam a oposição de uma ideologia do prazer (saúde) à ideologia do sacrifício (neurose). "

"Restaria dizer ainda algumas palavras sobre algo muito importante: o meu conceito de liberdade. Mas é impossível repeti-lo sem reproduzir na íntegra o que escrevi com Fausto Brito para o primeiro capítulo do livro Utopia e Paixão. Peço ao leitor, pois, que o leia e o integre exatamente aqui. De qualquer modo, posso resumir sua essência dizendo que liberdade é para mim como o camino no poema de Antonio Machado: Caminante no hay camino, se hace camino al andar. De amor em amor. De vexame em vexame. "

Da Introdução, esses trechos foram os mais marcantes pra mim... espero que tenham gostado e em outras postagens coloco outros trechos, e talvez minhas reflexões sobre.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Relacionamentos (Por Arnaldo Jabor)

"Sempre acho que namoro, casamento, romance, tem começo, meio e fim.

Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:
- Ah, terminei o namoro...
- Nossa, estavam juntos há tanto tempo....
- Cinco anos.... que pena... acabou...
- é... não deu certo...'

Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida, é que você pôde ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos essa coisa completa.
Às vezes ela é fiel, mas é devagar na cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é muito bonita, mas não é sensível..
Tudo junto, não vamos encontrar.
Perceba qual o aspecto mais importante para você e invista nele.

Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.
E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...

Acho que o beijo é importante... e se o beijo bate.... se joga... se não bate... mais um Martini, por favor... e vá dar uma volta.

Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.
O outro tem o direito de não te querer.
Não brigue, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa tá com dúvidas, problema dela, cabe a você esperar... ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob pressão?
O legal é alguém que está com você, só por você.
E vice-versa.
Não fique com alguém por pena.
Ou por medo da solidão..

Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.

Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói.
Muitas vezes você vai sentir raiva, ciúmes, ódio, frustração...
Faz parte. Você convive com outro ser, um outro mundo, um outro universo.
E nem sempre as coisas são como você gostaria que fosse...

A pior coisa é gente que tem medo de se envolver..
Se alguém vier com este papo, corra, afinal você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
E nem todo sexo bom é para descartar... ou se apaixonar.... ou se culpar...

Enfim...quem disse que ser adulto é fácil ???? "

(ARNALDO JABOR)

terça-feira, 20 de abril de 2010

.acredito e espero, boas novas

De repente é meio estranho
Fica muito confuso
Mas é um risco que eu corria,
já sabia desde o início
Um arrepio me toma
Uma lágrima quase cai
Mas não.
Não adianta.
No fundo, tento acreditar que valeu a pena
É dificíl no momento, mas talvez depois fique mais claro.
Fique mais simples, mais óbvio.
Pensei em dizer "Foi melhor assim"
Meu coração se nega
Mas vamos buscar o equilíbrio
E minha mente veio para nos ajudar
E tentar buscar ver
Já que tudo tem,
isso também há de ter
um lado bom.
Mas esse termo não é certo.
Não no momento.
Não quero associar o fim a algo bom
O mais apropriado seria então "menos pior"
No entanto, passa-me a impressão de algo com ums energia "não-boa"
Melhor pular esta parte.

Penso, então na possibilidade de este sentimento estranho já ter passado ao chegar no fim da folha.
Fecho então a janela que me remete aos pensamentos.
Na verdade não fecho.
Na verdade, não consigo.
Então apenas minimizo.
Afinal, olhando bem, vejo que é o que acontecerá comigo no momento
Ou melhor, com o sentimento
Ou melhor, não sei.
Me vem em mente que toda essa escrita possa parecer um pouco melosa demais, ou de menos;
Ou se alguém, além de mim, ler, pode ser que não entenda.
Pode ser que nem eu mesma.
Porque escrever então?
Parece ser a solução mais simples, ou a unica do momento,
para diminuir ou entender ou explicar
o que sinto ou sentia, senti ou sentirei.
Vejo então que é preciso reabrir e reler (não isto) para melhor absorver o que acabou de acontecer
{...}
Entendi. Melhor ainda, Aceitei.
Um fraco, mas sincero sorriso e um arbaço interno era o que eu precisava no momento.
Nada como uma caneta, umas folhas e alguns momentos de reflexão para aliviar-me
Respiro fundo, acredito e espero, boas novas. Senhoras e senhores.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Os tais.

"[...]O amor tem jardim, cerca, projeto. O sexo invade tudo isso. Sexo é contra a lei. O amor depende de nosso desejo, é uma construção que criamos. Sexo não depende de nosso desejo; nosso desejo é que é tomado por ele. Ninguém se masturba por amor. Ninguém sofre de tesão. O sexo é um desejo de apaziguar o amor. O amor é uma espécie de gratidão posteriori pelos prazeres do sexo.

O amor vem depois, o sexo vem antes. No amor, perdemos a cabeça, deliberadamente. No sexo, a cabeça nos perde. O amor precisa do pensamento.
No sexo, o pensamento atrapalha; só as fantasias ajudam. O amor sonha com uma grande redenção. O sexo só pensa em proibições: não há fantasias permitidas. O amor é um desejo de atingir a plenitude. Sexo é o desejo de se satisfazer com a finitude. O amor vive da impossibilidade sempre deslizante para a frente. O sexo é um desejo de acabar com a impossibilidade.

O amor pode atrapalhar o sexo. Já o contrrário não acontece. Existe amor sem sexo, claro, mas nunca gozam juntos. Amor é propriedade. sexo é posse. Amor é a casa; sexo é invasão de domicílio. Amor é o sonho por um romântico latifúndio; já o sexo é o MST. O amor é mais narcisista, mesmo quando fala em “doação”. Sexo é mais democrático, mesmo vivendo no egoísmo.

Amor e sexo são como a palavra farmakon em grego: remédio e veneno. Amor pode ser veneno ou remédio. Sexo também – tudo dependendo das posições adotadas.

Amor é um texto. Sexo é um esporte. Amor não exige a presença do “outro”; o sexo, no mínimo, precisa de uma “mãozinha”. Certos amores nem precisam de parceiro; florescem até mas sozinhos, na solidão e na loucura. Sexo, não – é mais realista. Nesse sentido, amor é uma busca de ilusão. Sexo é uma bruta vontade de verdade. Amor muitas vezes é uma masturbação. Seco, não. O amor vem de dentro, o sexo vem de fora, o amor vem de nós e demora. O sexo vem dos outros e vai embora. Amor é bossa nova; sexo é carnaval.

Não somos vítimas do amor, só do sexo. “O sexo é uma selva de epiléticos” ou “O amor, se não for eterno, não era amor” (Nelson Rodrigues). O amor inventou a alma, a eternidade, a linguagem, a moral. O sexo inventou a moral também do lado de fora de sua jaula, onde ele ruge. O amor tem algo de ridículo, de patético, principalmente nas grandes paixões. O sexo é mais quieto, como um caubói – quando acaba a valentia, ele vem e come. Eles dizem: “Faça amor, não faça a guerra”. Sexo quer guerra. O ódio mata o amor, mas o ódio pode acender o sexo. Amor é egoísta; sexo é altruísta. O amor quer superar a morte. No sexo, a morte está ali, nas bocas... O amor fala muito. O sexo grita, geme, ruge, mas não se explica.

O sexo sempre existiu – das cavernas do paraíso até as saunas relax for men. Por outro lado, o amor foi inventado pelos poetas provinciais do século XII e, depois, revitalizado pelo cinema americano da direita cristã. Amor é literatura. Sexo é cinema. Amor é prosa; sexo é poesia. Amor é mulher; sexo é homem – o casamento perfeito é do travesti consigo mesmo.

O amor domado protege a produção. Sexo selvagem é uma ameaça ao bom funcionamento do mercado. Por isso, a única maneira de controla-lo é programa-lo, como faz a indústria das sacanagens. O mercado programa nossas fantasias.
Não há saunas relax para o amor. No entanto, em todo bordel, FINGE-SE UM “AMORZINHO” PARA INICIAR. O amor está virando um “hors-d’oeuvre” para o sexo. O amor busca uma certa “grandeza”. O sexo sonha com as partes baixas. O PERIGO DO SEXO É QUE VOCÊ PODE SE APAIXONAR. O PERIGO DO AMOR É VIRAR AMIZADE. Com camisinha, há sexo seguro, MAS NÃO HÁ CAMISINHA PARA O AMOR. O amor sonha com a pureza. Sexo precisa do pecado. Amor é o sonho dos solteiros. Sexo, o sonho dos casados. Sexo precisa da novidade, da surpresa. “O grande amor só se sente no ciúme” (Proust). O grande sexo sente-se como uma tomada de poder. Amor é de direita. Sexo, de esquerda (ou não, dependendo do momento político. Atualmente, sexo é de direita. Nos anos 60, era o contrário. Sexo era revolucionário e o amor era careta). E por aí vamos. Sexo e amor tentam mesmo é nos afastar da morte. Ou não; sei lá... e-mails de quem souber para o autor.

Arnaldo Jabor - Amor é prosa, sexo é poesia


Cronica que adoro...logico que faria algumas adaptações...
O amor não é o "mocinho da história", ele pode ser vilão, mas é aquele maldito que você ama odiar, ou odeia amar. Tudo é uma questão de ponto de vista.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Motivos

Motivo(s) para criação do blog: nenhum (pelo menos não que eu saiba por enquanto)
Motivo(s) para o nome do blog: falta de criatividade
Motivo(s) para uma pessoa estar na net esse horario: varios, e nenhum ao mesmo tempo
Motivo(s) para você ou qualquer outra pessoa ler este blog: nenhum, talvez eu tenha criado pra mim mesma, talvez eu necessite de atenção, talvez eu consiga, talvez não

Bom, assim como a maioria das pessoas (caso seja apenas eu, ....) que estão lendo esta postagem já tive fotologs(nem sei se ainda existem), icq, orkut, etc., mas sabe lá porque, estava eu lendo o blog de um amigo meu, e deu vontade de criar um também. Sem reais motivos, ou pretensões (não por enquanto).

Agora parei para pensar, se estou criando um blog é porque quero que alguem leia, caso contrario, escreveria em um diário (não, não mesmo... tenho trauma com diários). Mas voltando... então talvez eu devesse falar sobre coisas legais de se ler, assim como no blog do Neco (necosemnexo.blogspot.com) - eu recomendo, ou então informativas, interessantes. Mas acho que não será o caso, não consigo pensar em nada do genero no momento. Então não crie falsas espectativas, e desista enquanto é tempo.

Provalmente falarei de assunto que gosto como livros que acho interessante, musica ( raul, raul e mais raul (L)), filosofia que eu amo, ou até mesmo Meio Ambiente, pra ser clichezona e honrar meu querido técnico.

Falando em livros, estou lendo "Complexo de Cinderela" ~ me bateu uma depre, quem já leu e se identificou sabe o porque. No fundo, o que mais doeu foi verificar que apesar da minha idealização de independencia, assim como muita outras mulheres, tenho um lado mulherzinha frágil que busca um principe encantado. E isso é terrivel. Ter a certeza que, como menina, foi criada pra ser dependente afetivamente de alguém que possa me proteger, e que não fui acostumada a enfrentar a meus medos, a enfrentar a vida desde cedo. Assim como os pais e a sociedade, mesmo sem perceber, preparam os meninos. Estou numa angustia tremenda e espero que melhore com o decorrer das páginas.

Sempre há mais que falar, mas ta grande demais pra uma primeira postagem. Então, por hoje é só pessoal! =D