quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Poema: Carnação
CARNAÇÃO
Mulheres
Homens
Todos nus
Em tonalidades diversas
Em estruturas diversas
Estátuas que a natureza fez
E que ela própria desfaz
Quando já não é eficaz
A vida
As cores são diferentes
Mas os padrões são coerentes
Numa conformidade
Transformada através da idade
Em peles e ossos
Configurando novos esboços
Ao corpo nu
Colorido
Pungido
Com a morte que vem
Com a sorte que tem
De não presenciar a eternidade
Mas ter a vida como verdade
Enquanto ela durar.
Alma Collins
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Pensamentos alheios.
“Somos donos de nossos atos,
mas não somos donos de nossos sentimentos...
Somos culpados pelo que fazemos,
mas não somos culpados pelo que sentimos...
Podemos prometer atos,
mas não podemos prometer sentimentos...
Atos são pássaros engaiolados,
sentimentos são pássaros em vôo."
Mário Quintana
"À beira de um precipício só há uma maneira de andar para a frente: é dar um passo atrás. "
M. de Montaigne
"Só não luta por liberdade quem não tem o que fazer com ela."
Max Kaos
"Não há maior prova de ignorância do que acreditar que o inexplicável é impossível. "
S. Bilard
“Mas eu desconfio que a única pessoa livre, realmente livre, é
a que não tem medo do ridículo.”
Luis Fernando Veríssimo
"Viagens são fatais ao preconceito, à discriminação,
à visão estreita, e muitos do nosso povo precisam
terrivelmente de viagens, por causa disso.
Uma visão ampla, integral e caridosa das pessoas
e das coisas não pode ser adquirida vegetando
num cantinho do planeta durante a vida inteira."
Mark Tawain
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Amor, prazer e instinto. I

O texto abaixo é a adaptação de uma conversa no dia 28 de junho de 2010, fruto de reflexões que tive sobre Amor, prazer e instinto.
iá diz:
Procurei algumas coisas sobre amor e paixão, e refleti bastante...
Não dá pra resumir tudo, mas simplificando, acho que amor tudo aquilo o que nos faz bem, por consequência, que nos dá prazer.
Por utilizarem, ao longo de toda a história desde a criação da palavra amor, para descrever diversas coisas, não sabemos o que é amor de verdade
Também não concordo que quando começamos a falar sobre o amor já não estamos amando. Pra mim, isso não tem lógica: da mesma forma que, se tivermos alegres, quando falamos sobre a alegria, não deixaremos de senti-la.
iá diz:
Procurei algumas coisas sobre amor e paixão, e refleti bastante...
Não dá pra resumir tudo, mas simplificando, acho que amor tudo aquilo o que nos faz bem, por consequência, que nos dá prazer.
Por utilizarem, ao longo de toda a história desde a criação da palavra amor, para descrever diversas coisas, não sabemos o que é amor de verdade
Também não concordo que quando começamos a falar sobre o amor já não estamos amando. Pra mim, isso não tem lógica: da mesma forma que, se tivermos alegres, quando falamos sobre a alegria, não deixaremos de senti-la.
Rafael Fonseca diz:
Definitivamente amor não pode ser tudo que faz bem
O amor pode fazer bem, mas não é tudo que faz bem
O amor pode fazer bem, mas não é tudo que faz bem
iá diz:
Me dê o exemplo de algo que te faz bem e pode não ser amor
Me dê o exemplo de algo que te faz bem e pode não ser amor
Rafael Fonseca diz:
Masturbação
Masturbação
iá diz:
E por que não é amor?
E por que não é amor?
Rafael Fonseca diz:
Me desculpe, mas não me parece amor
Parece para você?
Devo ficar quieto, não sei nem o que é amor e estou comentando suas pesquisas
Mas senti fortemente que amor não é tudo de bom
Me desculpe, mas não me parece amor
Parece para você?
Devo ficar quieto, não sei nem o que é amor e estou comentando suas pesquisas
Mas senti fortemente que amor não é tudo de bom
iá diz:
Definição de amor 1 - Sentimento que predispõe as pessoas a desejarem o bem de outrem, ou de alguma coisa.
Se masturbar-se faz bem a você mesmo, por que não poderia ser amor?
Definição de amor 1 - Sentimento que predispõe as pessoas a desejarem o bem de outrem, ou de alguma coisa.
Se masturbar-se faz bem a você mesmo, por que não poderia ser amor?
Rafael Fonseca diz:
É, errei =Z
É, errei =Z
iá diz:
Também tive a confirmação que é difícil ter alguém pra discutir esses assuntos seriamente [...] Mas conversei com um menino da faculdade, o interessante é que ele tem pensamentos muito diferentes dos meus, mas gosta de argumentar e eu vejo que alguns argumentos meus realmente o fazem pensar. Houve um momento que ele realmente parou para pensar e me 'passou' uma reflexão linda! Que me ajudou muito a entender mais sobre o prazer:
Busca pelo prazer:
- por que: instinto
- pra que: conforto, talvez seja uma espécie de desvio de pensamentos sobre coisas ruins, ou que não no proporcione bem (dai entramos num ciclo)
Observando as cachorras, vi que mesmo elas, que são consideradas irracionais, buscam prazer (no carinho).
Sabia que o instinto servia apenas para a sobrevivencia, mas eu via sobrevivencia apenas no sentido de necessário para se manter vivo, só que agora, vejo que esse termo é a respeito da 'vivencia',de 'como vivemos'
Quando nosso instinto nos faz ir atrás de comida, não é pra não morrermos, mas sim pra não nos sentirmos mal pela fome
A sensação de fome sim, talvez, exista para não morrermos, mas ai entramos em outra questão.
Conclusão, é do nosso instinto buscar o prazer para nos mantermos vivos. Talvez, uma pessoa que não sinta nenhum tipo de prazer significativo pra ela, não sentirá o por que de se manter viva. Só que não vejo outro motivo para continuarmos vivos (pelo menos durante um tempo) a não ser para a reprodução. Talvez seja esse o meu maior questionamento, buscar alguma outra razão para estar viva. No dia em que eu cansar desta busca, só vejo 2 soluções: procriar, ou me matar. Se eu não for capaz de gerar descendentes, talvez eu tente continuar na busca anterior, talvez eu me mate, ou então, crie um filho que não nasceu de mim, como forma de 'mascarar' o meu propósito de estar aqui.
Mas se estivermos vivos, realmente para procriar, qual é o objetivo disso? A resposta "perpetuar a espécie" me parece inconclusiva, sinto que falta algo. Aí é que surgem mais 2 ramificações: ou é realmente simples, é apenas isso, mas como nunca estamos satisfeitos (o que pode ser bom ou ruim) queremos sempre complicar, ou é realmente complicado e não sei se posso chegar lá, a uma resposta . Assim como houve pessoas muito mais inteligentes que eu, e que dedicaram muito mais tempo a reflexão do que e dedico, e mesmo assim, ou não chegavam a um 'conclusão conclusiva' , ou cada um chegou a uma conclusão distinta.
Volto então ao ponto de partida, que nenhuma outra verdade é certa, a não ser que nada é certo, e sempre há contradições, assim como esta.
Por que me questiono então? Porque apesar da angústia, isso me proporciona prazer. Assim como treinar para os esportistas cansa, dói, entre outros empecilhos, mas o esporte lhes proporciona prazer, então eles o praticam. Assim também como para físicos e matemáticos, deve ser angustiante não saber como chegar a conclusão de um calculo, muitas vezes, não saber nem que fórmula usar pra chegar a ele, mas a busca, lhes dá prazer, então eles continuam. Podemos aplicar isso até mesmo com as pessoas que trabalham com o que não gostam, apenas pelo dinheiro, infelizmente elas não chegaram a descobrir o que realmente lhes dà prazer, então apenas copiam a fórmula que lhes é passada: Trabalhe, ganhe dinheiro, e compre prazer - essa é a forma mais fácil de ser feliz.
Entro, então, num ciclo sem fim, retornando à questão inicial. TUDO isso, toda busca pelo prazer é pra 'aguentarmos' os problemas da vida e continuarmos vivos.
É aí que entra uma nova pesquisa: Pra que continuarmos vivos?
ps. Sobre o amor: entra na categoria do que nos dá prazer, é possível então entender o por que ele existe neh?
Também tive a confirmação que é difícil ter alguém pra discutir esses assuntos seriamente [...] Mas conversei com um menino da faculdade, o interessante é que ele tem pensamentos muito diferentes dos meus, mas gosta de argumentar e eu vejo que alguns argumentos meus realmente o fazem pensar. Houve um momento que ele realmente parou para pensar e me 'passou' uma reflexão linda! Que me ajudou muito a entender mais sobre o prazer:
Busca pelo prazer:
- por que: instinto
- pra que: conforto, talvez seja uma espécie de desvio de pensamentos sobre coisas ruins, ou que não no proporcione bem (dai entramos num ciclo)
Observando as cachorras, vi que mesmo elas, que são consideradas irracionais, buscam prazer (no carinho).
Sabia que o instinto servia apenas para a sobrevivencia, mas eu via sobrevivencia apenas no sentido de necessário para se manter vivo, só que agora, vejo que esse termo é a respeito da 'vivencia',de 'como vivemos'
Quando nosso instinto nos faz ir atrás de comida, não é pra não morrermos, mas sim pra não nos sentirmos mal pela fome
A sensação de fome sim, talvez, exista para não morrermos, mas ai entramos em outra questão.
Conclusão, é do nosso instinto buscar o prazer para nos mantermos vivos. Talvez, uma pessoa que não sinta nenhum tipo de prazer significativo pra ela, não sentirá o por que de se manter viva. Só que não vejo outro motivo para continuarmos vivos (pelo menos durante um tempo) a não ser para a reprodução. Talvez seja esse o meu maior questionamento, buscar alguma outra razão para estar viva. No dia em que eu cansar desta busca, só vejo 2 soluções: procriar, ou me matar. Se eu não for capaz de gerar descendentes, talvez eu tente continuar na busca anterior, talvez eu me mate, ou então, crie um filho que não nasceu de mim, como forma de 'mascarar' o meu propósito de estar aqui.
Mas se estivermos vivos, realmente para procriar, qual é o objetivo disso? A resposta "perpetuar a espécie" me parece inconclusiva, sinto que falta algo. Aí é que surgem mais 2 ramificações: ou é realmente simples, é apenas isso, mas como nunca estamos satisfeitos (o que pode ser bom ou ruim) queremos sempre complicar, ou é realmente complicado e não sei se posso chegar lá, a uma resposta . Assim como houve pessoas muito mais inteligentes que eu, e que dedicaram muito mais tempo a reflexão do que e dedico, e mesmo assim, ou não chegavam a um 'conclusão conclusiva' , ou cada um chegou a uma conclusão distinta.
Volto então ao ponto de partida, que nenhuma outra verdade é certa, a não ser que nada é certo, e sempre há contradições, assim como esta.
Por que me questiono então? Porque apesar da angústia, isso me proporciona prazer. Assim como treinar para os esportistas cansa, dói, entre outros empecilhos, mas o esporte lhes proporciona prazer, então eles o praticam. Assim também como para físicos e matemáticos, deve ser angustiante não saber como chegar a conclusão de um calculo, muitas vezes, não saber nem que fórmula usar pra chegar a ele, mas a busca, lhes dá prazer, então eles continuam. Podemos aplicar isso até mesmo com as pessoas que trabalham com o que não gostam, apenas pelo dinheiro, infelizmente elas não chegaram a descobrir o que realmente lhes dà prazer, então apenas copiam a fórmula que lhes é passada: Trabalhe, ganhe dinheiro, e compre prazer - essa é a forma mais fácil de ser feliz.
Entro, então, num ciclo sem fim, retornando à questão inicial. TUDO isso, toda busca pelo prazer é pra 'aguentarmos' os problemas da vida e continuarmos vivos.
É aí que entra uma nova pesquisa: Pra que continuarmos vivos?
ps. Sobre o amor: entra na categoria do que nos dá prazer, é possível então entender o por que ele existe neh?
quinta-feira, 20 de maio de 2010
T.A.D.V. Intro
Estava pensando uma linda introdução pra escrever aqui, mas acho que nem vale a pena.
Abaixo estão alguns trechos do um livro maravilhoso que li e reli, uma deliciosa reflexão/aprendizado...
Ame e dê Vexame - Roberto Freire
"O homem fruto de sociedade autoritária pode estar biologicamente vivo, mas seu amor está morto, assassinado, e é preciso — e possível — ressuscitá-lo."
"A ideologia do sacrifício — vem da direita e da esquerda, do céu e do superego — tem convencido o homem de que amar significa fundamentalmente perder a liberdade. "
"A ideologia do prazer decorre da compreensão de que o ser humano é essencialmente lúdico, ou seja, que viver é basicamente brincar e jogar. Se a “moral” do sacrifício aproxima amor e dor, o prazer anarquista grita, canta e rima amar com criar e libertar. Defende a necessidade de amar lúdica, criativa e prazerosamente. "
"Os anarquistas são os socialistas não autoritários, ou seja, são pessoas que sabem e gostam de dar vexames em todos os campos, especialmente no amor. A Soma ajuda-os a conservar e a desenvolver essa poderosa arma revolucionária.
Não existe o Anarquismo, mas, sim, anarquismos. Só a vida é singular. Todas as formas de anarquismo possíveis possuem uma origem ou raiz comum: são libertárias e antiautoritárias. A liberdade social e a pessoal, conquistadas e praticadas simultânea e dinamicamente, são o nosso único objetivo político essencial. "
"é o anarquista que cria e desenvolve o anarquismo, nunca o contrário.
O anarquismo somático é mais próximo da natureza genética, corporal e existencial do homem, impondo-lhe a realização da vida na busca permanente de liberdade e na realização plena de seus potenciais de prazer.
A palavra soma, para esse tipo de anarquistas, significa o ser corporal ou a totalidade do ser humano. [...]
Soma ou Somaterapia é uma prática terapêutica corporal e em grupo, baseada na obra de Wilhelm Reich, visando a prevenção e a recuperação de pessoas submetidas a repressão autoritária. Funciona através da dinâmica de grupo autogestiva, utilizando-se de técnicas bioenergéticas e gestálticas, em exercícios lúdicos e de conscientização política, que proporcionam a oposição de uma ideologia do prazer (saúde) à ideologia do sacrifício (neurose). "
"Restaria dizer ainda algumas palavras sobre algo muito importante: o meu conceito de liberdade. Mas é impossível repeti-lo sem reproduzir na íntegra o que escrevi com Fausto Brito para o primeiro capítulo do livro Utopia e Paixão. Peço ao leitor, pois, que o leia e o integre exatamente aqui. De qualquer modo, posso resumir sua essência dizendo que liberdade é para mim como o camino no poema de Antonio Machado: Caminante no hay camino, se hace camino al andar. De amor em amor. De vexame em vexame. "
Da Introdução, esses trechos foram os mais marcantes pra mim... espero que tenham gostado e em outras postagens coloco outros trechos, e talvez minhas reflexões sobre.
Abaixo estão alguns trechos do um livro maravilhoso que li e reli, uma deliciosa reflexão/aprendizado...
Ame e dê Vexame - Roberto Freire
"O homem fruto de sociedade autoritária pode estar biologicamente vivo, mas seu amor está morto, assassinado, e é preciso — e possível — ressuscitá-lo."
"A ideologia do sacrifício — vem da direita e da esquerda, do céu e do superego — tem convencido o homem de que amar significa fundamentalmente perder a liberdade. "
"A ideologia do prazer decorre da compreensão de que o ser humano é essencialmente lúdico, ou seja, que viver é basicamente brincar e jogar. Se a “moral” do sacrifício aproxima amor e dor, o prazer anarquista grita, canta e rima amar com criar e libertar. Defende a necessidade de amar lúdica, criativa e prazerosamente. "
"Os anarquistas são os socialistas não autoritários, ou seja, são pessoas que sabem e gostam de dar vexames em todos os campos, especialmente no amor. A Soma ajuda-os a conservar e a desenvolver essa poderosa arma revolucionária.
Não existe o Anarquismo, mas, sim, anarquismos. Só a vida é singular. Todas as formas de anarquismo possíveis possuem uma origem ou raiz comum: são libertárias e antiautoritárias. A liberdade social e a pessoal, conquistadas e praticadas simultânea e dinamicamente, são o nosso único objetivo político essencial. "
"é o anarquista que cria e desenvolve o anarquismo, nunca o contrário.
O anarquismo somático é mais próximo da natureza genética, corporal e existencial do homem, impondo-lhe a realização da vida na busca permanente de liberdade e na realização plena de seus potenciais de prazer.
A palavra soma, para esse tipo de anarquistas, significa o ser corporal ou a totalidade do ser humano. [...]
Soma ou Somaterapia é uma prática terapêutica corporal e em grupo, baseada na obra de Wilhelm Reich, visando a prevenção e a recuperação de pessoas submetidas a repressão autoritária. Funciona através da dinâmica de grupo autogestiva, utilizando-se de técnicas bioenergéticas e gestálticas, em exercícios lúdicos e de conscientização política, que proporcionam a oposição de uma ideologia do prazer (saúde) à ideologia do sacrifício (neurose). "
"Restaria dizer ainda algumas palavras sobre algo muito importante: o meu conceito de liberdade. Mas é impossível repeti-lo sem reproduzir na íntegra o que escrevi com Fausto Brito para o primeiro capítulo do livro Utopia e Paixão. Peço ao leitor, pois, que o leia e o integre exatamente aqui. De qualquer modo, posso resumir sua essência dizendo que liberdade é para mim como o camino no poema de Antonio Machado: Caminante no hay camino, se hace camino al andar. De amor em amor. De vexame em vexame. "
Da Introdução, esses trechos foram os mais marcantes pra mim... espero que tenham gostado e em outras postagens coloco outros trechos, e talvez minhas reflexões sobre.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Relacionamentos (Por Arnaldo Jabor)
"Sempre acho que namoro, casamento, romance, tem começo, meio e fim.
Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:
- Ah, terminei o namoro...
- Nossa, estavam juntos há tanto tempo....
- Cinco anos.... que pena... acabou...
- é... não deu certo...'
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida, é que você pôde ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos essa coisa completa.
Às vezes ela é fiel, mas é devagar na cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é muito bonita, mas não é sensível..
Tudo junto, não vamos encontrar.
Perceba qual o aspecto mais importante para você e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.
E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...
Acho que o beijo é importante... e se o beijo bate.... se joga... se não bate... mais um Martini, por favor... e vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.
O outro tem o direito de não te querer.
Não brigue, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa tá com dúvidas, problema dela, cabe a você esperar... ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob pressão?
O legal é alguém que está com você, só por você.
E vice-versa.
Não fique com alguém por pena.
Ou por medo da solidão..
Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói.
Muitas vezes você vai sentir raiva, ciúmes, ódio, frustração...
Faz parte. Você convive com outro ser, um outro mundo, um outro universo.
E nem sempre as coisas são como você gostaria que fosse...
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver..
Se alguém vier com este papo, corra, afinal você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
E nem todo sexo bom é para descartar... ou se apaixonar.... ou se culpar...
Enfim...quem disse que ser adulto é fácil ???? "
(ARNALDO JABOR)
Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:
- Ah, terminei o namoro...
- Nossa, estavam juntos há tanto tempo....
- Cinco anos.... que pena... acabou...
- é... não deu certo...'
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida, é que você pôde ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos essa coisa completa.
Às vezes ela é fiel, mas é devagar na cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é muito bonita, mas não é sensível..
Tudo junto, não vamos encontrar.
Perceba qual o aspecto mais importante para você e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.
E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...
Acho que o beijo é importante... e se o beijo bate.... se joga... se não bate... mais um Martini, por favor... e vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.
O outro tem o direito de não te querer.
Não brigue, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa tá com dúvidas, problema dela, cabe a você esperar... ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob pressão?
O legal é alguém que está com você, só por você.
E vice-versa.
Não fique com alguém por pena.
Ou por medo da solidão..
Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói.
Muitas vezes você vai sentir raiva, ciúmes, ódio, frustração...
Faz parte. Você convive com outro ser, um outro mundo, um outro universo.
E nem sempre as coisas são como você gostaria que fosse...
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver..
Se alguém vier com este papo, corra, afinal você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
E nem todo sexo bom é para descartar... ou se apaixonar.... ou se culpar...
Enfim...quem disse que ser adulto é fácil ???? "
(ARNALDO JABOR)
terça-feira, 20 de abril de 2010
.acredito e espero, boas novas
De repente é meio estranho
Fica muito confuso
Mas é um risco que eu corria,
já sabia desde o início
Um arrepio me toma
Uma lágrima quase cai
Mas não.
Não adianta.
No fundo, tento acreditar que valeu a pena
É dificíl no momento, mas talvez depois fique mais claro.
Fique mais simples, mais óbvio.
Pensei em dizer "Foi melhor assim"
Meu coração se nega
Mas vamos buscar o equilíbrio
E minha mente veio para nos ajudar
E tentar buscar ver
Já que tudo tem,
isso também há de ter
um lado bom.
Mas esse termo não é certo.
Não no momento.
Não quero associar o fim a algo bom
O mais apropriado seria então "menos pior"
No entanto, passa-me a impressão de algo com ums energia "não-boa"
Melhor pular esta parte.
Penso, então na possibilidade de este sentimento estranho já ter passado ao chegar no fim da folha.
Fecho então a janela que me remete aos pensamentos.
Na verdade não fecho.
Na verdade, não consigo.
Então apenas minimizo.
Afinal, olhando bem, vejo que é o que acontecerá comigo no momento
Ou melhor, com o sentimento
Ou melhor, não sei.
Me vem em mente que toda essa escrita possa parecer um pouco melosa demais, ou de menos;
Ou se alguém, além de mim, ler, pode ser que não entenda.
Pode ser que nem eu mesma.
Porque escrever então?
Parece ser a solução mais simples, ou a unica do momento,
para diminuir ou entender ou explicar
o que sinto ou sentia, senti ou sentirei.
Vejo então que é preciso reabrir e reler (não isto) para melhor absorver o que acabou de acontecer
{...}
Entendi. Melhor ainda, Aceitei.
Um fraco, mas sincero sorriso e um arbaço interno era o que eu precisava no momento.
Nada como uma caneta, umas folhas e alguns momentos de reflexão para aliviar-me
Res
piro fundo, acredito e espero, boas novas. Senhoras e senhores.
Fica muito confuso
Mas é um risco que eu corria,
já sabia desde o início
Um arrepio me toma
Uma lágrima quase cai
Mas não.
Não adianta.
No fundo, tento acreditar que valeu a pena
É dificíl no momento, mas talvez depois fique mais claro.
Fique mais simples, mais óbvio.
Pensei em dizer "Foi melhor assim"
Meu coração se nega
Mas vamos buscar o equilíbrio
E minha mente veio para nos ajudar
E tentar buscar ver
Já que tudo tem,
isso também há de ter
um lado bom.
Mas esse termo não é certo.
Não no momento.
Não quero associar o fim a algo bom
O mais apropriado seria então "menos pior"
No entanto, passa-me a impressão de algo com ums energia "não-boa"
Melhor pular esta parte.
Penso, então na possibilidade de este sentimento estranho já ter passado ao chegar no fim da folha.
Fecho então a janela que me remete aos pensamentos.
Na verdade não fecho.
Na verdade, não consigo.
Então apenas minimizo.
Afinal, olhando bem, vejo que é o que acontecerá comigo no momento
Ou melhor, com o sentimento
Ou melhor, não sei.
Me vem em mente que toda essa escrita possa parecer um pouco melosa demais, ou de menos;
Ou se alguém, além de mim, ler, pode ser que não entenda.
Pode ser que nem eu mesma.
Porque escrever então?
Parece ser a solução mais simples, ou a unica do momento,
para diminuir ou entender ou explicar
o que sinto ou sentia, senti ou sentirei.
Vejo então que é preciso reabrir e reler (não isto) para melhor absorver o que acabou de acontecer
{...}
Entendi. Melhor ainda, Aceitei.
Um fraco, mas sincero sorriso e um arbaço interno era o que eu precisava no momento.
Nada como uma caneta, umas folhas e alguns momentos de reflexão para aliviar-me
Res
piro fundo, acredito e espero, boas novas. Senhoras e senhores.domingo, 28 de fevereiro de 2010
Os tais.
"[...]O amor tem jardim, cerca, projeto. O sexo invade tudo isso. Sexo é contra a lei. O amor depende de nosso desejo, é uma construção que criamos. Sexo não depende de nosso desejo; nosso desejo é que é tomado por ele. Ninguém se masturba por amor. Ninguém sofre de tesão. O sexo é um desejo de apaziguar o amor. O amor é uma espécie de gratidão posteriori pelos prazeres do sexo.
O amor vem depois, o sexo vem antes. No amor, perdemos a cabeça, deliberadamente. No sexo, a cabeça nos perde. O amor precisa do pensamento.
No sexo, o pensamento atrapalha; só as fantasias ajudam. O amor sonha com uma grande redenção. O sexo só pensa em proibições: não há fantasias permitidas. O amor é um desejo de atingir a plenitude. Sexo é o desejo de se satisfazer com a finitude. O amor vive da impossibilidade sempre deslizante para a frente. O sexo é um desejo de acabar com a impossibilidade.
O amor pode atrapalhar o sexo. Já o contrrário não acontece. Existe amor sem sexo, claro, mas nunca gozam juntos. Amor é propriedade. sexo é posse. Amor é a casa; sexo é invasão de domicílio. Amor é o sonho por um romântico latifúndio; já o sexo é o MST. O amor é mais narcisista, mesmo quando fala em “doação”. Sexo é mais democrático, mesmo vivendo no egoísmo.
Amor e sexo são como a palavra farmakon em grego: remédio e veneno. Amor pode ser veneno ou remédio. Sexo também – tudo dependendo das posições adotadas.
Amor é um texto. Sexo é um esporte. Amor não exige a presença do “outro”; o sexo, no mínimo, precisa de uma “mãozinha”. Certos amores nem precisam de parceiro; florescem até mas sozinhos, na solidão e na loucura. Sexo, não – é mais realista. Nesse sentido, amor é uma busca de ilusão. Sexo é uma bruta vontade de verdade. Amor muitas vezes é uma masturbação. Seco, não. O amor vem de dentro, o sexo vem de fora, o amor vem de nós e demora. O sexo vem dos outros e vai embora. Amor é bossa nova; sexo é carnaval.
Não somos vítimas do amor, só do sexo. “O sexo é uma selva de epiléticos” ou “O amor, se não for eterno, não era amor” (Nelson Rodrigues). O amor inventou a alma, a eternidade, a linguagem, a moral. O sexo inventou a moral também do lado de fora de sua jaula, onde ele ruge. O amor tem algo de ridículo, de patético, principalmente nas grandes paixões. O sexo é mais quieto, como um caubói – quando acaba a valentia, ele vem e come. Eles dizem: “Faça amor, não faça a guerra”. Sexo quer guerra. O ódio mata o amor, mas o ódio pode acender o sexo. Amor é egoísta; sexo é altruísta. O amor quer superar a morte. No sexo, a morte está ali, nas bocas... O amor fala muito. O sexo grita, geme, ruge, mas não se explica.
O sexo sempre existiu – das cavernas do paraíso até as saunas relax for men. Por outro lado, o amor foi inventado pelos poetas provinciais do século XII e, depois, revitalizado pelo cinema americano da direita cristã. Amor é literatura. Sexo é cinema. Amor é prosa; sexo é poesia. Amor é mulher; sexo é homem – o casamento perfeito é do travesti consigo mesmo.
O amor domado protege a produção. Sexo selvagem é uma ameaça ao bom funcionamento do mercado. Por isso, a única maneira de controla-lo é programa-lo, como faz a indústria das sacanagens. O mercado programa nossas fantasias.
Não há saunas relax para o amor. No entanto, em todo bordel, FINGE-SE UM “AMORZINHO” PARA INICIAR. O amor está virando um “hors-d’oeuvre” para o sexo. O amor busca uma certa “grandeza”. O sexo sonha com as partes baixas. O PERIGO DO SEXO É QUE VOCÊ PODE SE APAIXONAR. O PERIGO DO AMOR É VIRAR AMIZADE. Com camisinha, há sexo seguro, MAS NÃO HÁ CAMISINHA PARA O AMOR. O amor sonha com a pureza. Sexo precisa do pecado. Amor é o sonho dos solteiros. Sexo, o sonho dos casados. Sexo precisa da novidade, da surpresa. “O grande amor só se sente no ciúme” (Proust). O grande sexo sente-se como uma tomada de poder. Amor é de direita. Sexo, de esquerda (ou não, dependendo do momento político. Atualmente, sexo é de direita. Nos anos 60, era o contrário. Sexo era revolucionário e o amor era careta). E por aí vamos. Sexo e amor tentam mesmo é nos afastar da morte. Ou não; sei lá... e-mails de quem souber para o autor.
Arnaldo Jabor - Amor é prosa, sexo é poesia
Cronica que adoro...logico que faria algumas adaptações...
O amor não é o "mocinho da história", ele pode ser vilão, mas é aquele maldito que você ama odiar, ou odeia amar. Tudo é uma questão de ponto de vista.
O amor vem depois, o sexo vem antes. No amor, perdemos a cabeça, deliberadamente. No sexo, a cabeça nos perde. O amor precisa do pensamento.
No sexo, o pensamento atrapalha; só as fantasias ajudam. O amor sonha com uma grande redenção. O sexo só pensa em proibições: não há fantasias permitidas. O amor é um desejo de atingir a plenitude. Sexo é o desejo de se satisfazer com a finitude. O amor vive da impossibilidade sempre deslizante para a frente. O sexo é um desejo de acabar com a impossibilidade.
O amor pode atrapalhar o sexo. Já o contrrário não acontece. Existe amor sem sexo, claro, mas nunca gozam juntos. Amor é propriedade. sexo é posse. Amor é a casa; sexo é invasão de domicílio. Amor é o sonho por um romântico latifúndio; já o sexo é o MST. O amor é mais narcisista, mesmo quando fala em “doação”. Sexo é mais democrático, mesmo vivendo no egoísmo.
Amor e sexo são como a palavra farmakon em grego: remédio e veneno. Amor pode ser veneno ou remédio. Sexo também – tudo dependendo das posições adotadas.
Amor é um texto. Sexo é um esporte. Amor não exige a presença do “outro”; o sexo, no mínimo, precisa de uma “mãozinha”. Certos amores nem precisam de parceiro; florescem até mas sozinhos, na solidão e na loucura. Sexo, não – é mais realista. Nesse sentido, amor é uma busca de ilusão. Sexo é uma bruta vontade de verdade. Amor muitas vezes é uma masturbação. Seco, não. O amor vem de dentro, o sexo vem de fora, o amor vem de nós e demora. O sexo vem dos outros e vai embora. Amor é bossa nova; sexo é carnaval.
Não somos vítimas do amor, só do sexo. “O sexo é uma selva de epiléticos” ou “O amor, se não for eterno, não era amor” (Nelson Rodrigues). O amor inventou a alma, a eternidade, a linguagem, a moral. O sexo inventou a moral também do lado de fora de sua jaula, onde ele ruge. O amor tem algo de ridículo, de patético, principalmente nas grandes paixões. O sexo é mais quieto, como um caubói – quando acaba a valentia, ele vem e come. Eles dizem: “Faça amor, não faça a guerra”. Sexo quer guerra. O ódio mata o amor, mas o ódio pode acender o sexo. Amor é egoísta; sexo é altruísta. O amor quer superar a morte. No sexo, a morte está ali, nas bocas... O amor fala muito. O sexo grita, geme, ruge, mas não se explica.
O sexo sempre existiu – das cavernas do paraíso até as saunas relax for men. Por outro lado, o amor foi inventado pelos poetas provinciais do século XII e, depois, revitalizado pelo cinema americano da direita cristã. Amor é literatura. Sexo é cinema. Amor é prosa; sexo é poesia. Amor é mulher; sexo é homem – o casamento perfeito é do travesti consigo mesmo.
O amor domado protege a produção. Sexo selvagem é uma ameaça ao bom funcionamento do mercado. Por isso, a única maneira de controla-lo é programa-lo, como faz a indústria das sacanagens. O mercado programa nossas fantasias.
Não há saunas relax para o amor. No entanto, em todo bordel, FINGE-SE UM “AMORZINHO” PARA INICIAR. O amor está virando um “hors-d’oeuvre” para o sexo. O amor busca uma certa “grandeza”. O sexo sonha com as partes baixas. O PERIGO DO SEXO É QUE VOCÊ PODE SE APAIXONAR. O PERIGO DO AMOR É VIRAR AMIZADE. Com camisinha, há sexo seguro, MAS NÃO HÁ CAMISINHA PARA O AMOR. O amor sonha com a pureza. Sexo precisa do pecado. Amor é o sonho dos solteiros. Sexo, o sonho dos casados. Sexo precisa da novidade, da surpresa. “O grande amor só se sente no ciúme” (Proust). O grande sexo sente-se como uma tomada de poder. Amor é de direita. Sexo, de esquerda (ou não, dependendo do momento político. Atualmente, sexo é de direita. Nos anos 60, era o contrário. Sexo era revolucionário e o amor era careta). E por aí vamos. Sexo e amor tentam mesmo é nos afastar da morte. Ou não; sei lá... e-mails de quem souber para o autor.
Arnaldo Jabor - Amor é prosa, sexo é poesia
Cronica que adoro...logico que faria algumas adaptações...
O amor não é o "mocinho da história", ele pode ser vilão, mas é aquele maldito que você ama odiar, ou odeia amar. Tudo é uma questão de ponto de vista.
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